Pré-natal

A importância do pré-natal para quem trabalha — e como conciliar os dois

Equipe RSA Advocacia · Atualizado em julho de 2026 · Leitura: 5 minutos
Conciliar consultas de pré-natal com a rotina de trabalho nem sempre é simples — mas nenhuma gestante deve deixar de fazer o acompanhamento médico por medo de prejudicar o emprego. Cuidar da saúde é um direito garantido em lei.

Por que o pré-natal não pode ser negligenciado

O pré-natal é o acompanhamento médico regular que monitora a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê durante toda a gestação. Por meio dele, o médico identifica possíveis riscos, orienta sobre alimentação e hábitos saudáveis, realiza os exames necessários e prepara a gestante para o parto.

A ausência ou irregularidade no pré-natal aumenta significativamente os riscos para a mãe e para o bebê. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda no mínimo 6 consultas ao longo da gestação — e muitos especialistas recomendam ainda mais para gestações de risco.

O que a lei garante em relação ao pré-natal e ao trabalho

A legislação trabalhista brasileira é clara: a gestante tem direito a se ausentar do trabalho para realizar consultas médicas e exames necessários durante a gravidez, sem desconto no salário.

Isso significa que a empresa não pode:

Direito legal

O Art. 392 da CLT garante à gestante o direito de se ausentar do trabalho para realização de no mínimo seis consultas médicas e demais exames complementares. A ausência é justificada e não pode ser descontada do salário.

Como documentar as ausências para pré-natal

Para evitar conflitos, é recomendável:

Dica importante

Sempre que possível, comunique as ausências por e-mail ou mensagem escrita. Esse registro pode ser importante se a empresa contestar o direito no futuro.

E se a empresa dificultar as consultas ou me demitir por isso?

Qualquer retaliação por exercer o direito às consultas de pré-natal é ilegal. Se a empresa descontou seu salário, aplicou advertência ou — mais grave — demitiu você por causa das ausências para o pré-natal, você pode ter direito a indenização.

Lembre-se: a gestante tem estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. A demissão nesse período é, em regra, nula.

A empresa dificultou suas consultas de pré-natal?

Fale com nossa equipe. Atendemos gestantes de todo o Brasil e explicamos seus direitos de forma clara e acolhedora.

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Perguntas frequentes

Sim. A legislação trabalhista garante à gestante o direito de se ausentar para consultas e exames de pré-natal sem desconto no salário. É recomendado apresentar comprovante de agendamento ou atestado de comparecimento.
É recomendável apresentar comprovante de agendamento antes e atestado de comparecimento depois. Isso documenta a ausência e evita conflitos. Guarde sempre cópias dos documentos.
Não. A ausência para pré-natal é legalmente garantida. Desconto de salário, advertência ou retaliação por esse motivo é ilegal. A empresa não pode prejudicar a gestante por exercer um direito previsto em lei.
Comunique a empresa por escrito informando o direito legal à ausência. Se persistir, documente os episódios e busque orientação jurídica. Impedir consultas de pré-natal pode caracterizar violação de direitos trabalhistas.